para maiores de 18 anos

15
mai 2012

foto: Jason Pier in DC (flickr)

Homofobia não é crime no Brasil. Ainda.

 
publicado em: LGBT, notícias
por: Julieta Jacob
 

Já faz algum tempo que o projeto de lei que criminaliza a homofobia foi apresentado no Congresso, mas não há consenso entre os parlamentares (e talvez também não haja interesse de alguns em colocá-lo em discussão).

Hoje, no entanto, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), atual relatora do PLC 122/ 2006, fez um apelo em Plenário: ela quer que os eleitores se manifestem sobre a proposta, pois acredita que “a sociedade já está sensível à questão, mas os parlamentares ainda temem desagradar os eleitores votando favoravelmente ao projeto”, divulgou o portal de notícias do Senado.

A senadora afirmou ainda que ninguém no Congresso é a favor da violência. Até mesmo aqueles que são contra o projeto não são a favor da violência. Na prática, porém, a violência contra homossexuais tem aumentado, seja na forma de  assassinatos, agressão física, agressão simbólica ou boicote.

Eu pergunto: se existe lei no país para criminalizar o preconceito baseado na raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (lei 9459/97), por que não incluir nesse rol de opções também a “orientação sexual”? Qual a diferença entre discriminar alguém por ser branco ou negro, e discriminar alguém por ser homossexual? Por que um caso é crime e o outro não?

Do ponto de vista jurídico, trata-se de mais um instrumento para coibir a violência homofóbica. Melhor seria se não houvesse necessidade de se criar uma lei para isso. Até porque não acredito que leis, por si sós, façam milagres. A mudança efetiva tem que vir da sociedade. Mas será que ela quer a criminalização da homofobia? Quais os argumentos a favor e quais os argumentos contra?

Esse debate é tão urgente quanto imprescinível. Faço coro à senadora Marta para que exponham o que pensam sobre a proposta.

15
mai 2012

A fidelidade é a nova virgindade

 
publicado em: letras
por: Julieta Jacob
 

Tudo o que é raro torna-se precioso, como é o caso da última coca-cola do deserto. Enquanto uma coca-cola custa cerca de um real no supermercado, onde há centenas de unidades da bebida disponíveis, conheço quem pagaria fortunas pela última latinha.

Mas outros exemplos fogem a essa regra de valorização, como é o caso da virgindade. Houve um tempo em que ela era preciosa, embora fosse abundante. É que interessava às mulheres manterem-se virgens para serem cobiçadas pelos “melhores partidos”. E, aos homens, interessavam as virgens, por uma questão moral e por acreditarem que potencialmente elas desempenhariam melhor os papeis de esposa e mãe.

Hoje em dia, tal apreço caiu em desuso, saiu de moda. Por conseguinte, encontrar uma virgem é talvez mais difícil do que esbarrar com a última coca-cola do deserto numa rua igualmente deserta. Na bolsa de valores do amor, a cotação da virgindade enquanto moeda de troca sofreu uma queda vertiginosa com o passar dos anos, à medida que, contraditoriamente, ela se tornou cada vez mais rara. É que a raridade, nesse caso, se explica pela falta de demanda e não de matéria-prima. E como acontece na lógica cruel e capitalista da lei da oferta e procura, um produto que ninguém quer comprar, não tem razão de existir. O resultado é um só: aos poucos, ele vai desaparecendo das prateleiras (o que não se aplica à coca-cola).

As pessoas continuam namorando e se casando, mas não precisam mais atestar a virgindade. Que importa se o noivo ou a noiva já tiveram experiências sexuais anteriores? O que vale é o amor, a família que vão formar, o companheirismo e, sobretudo, ela: a fidelidade.

Assim como a última coca-cola do deserto, a fidelidade ganhou valor por causa de sua escassez. E assim como a seca no sertão nordestino se explica pela falta de chuva, a diminuição da fidelidade se explica, entre outros aspectos, pela diversificação das modalidades de traição. A virtualidade (e todos os seus apetrechos) chegou para agravar e redefinir esse conceito.

Há quem considere, por exemplo, que a troca de e-mails mais “picantes” ou insinuantes, configura 100% traição. Mensagem direta via twitter ou conversa no messenger fazem parte de uma categoria ainda mais grave, pois denunciam certo grau de envolvimento emocional. Se for uma conversa pelo skype com direito a vídeo, então… alerta máximo: equivale a sexo explícito e reincidente. Qualquer movimento nas redes sociais é suspeito: se forem amigos no facebook, certamente trocam mensagens privadas, da mesma forma que se forem seguidores mútuos no instagram, é certeza que postam mensagens codificadas em forma de imagens. E atenção: em meio a essas novidades tecnológicas, o velho torpedo ou o registro de chamadas do celular virou old school, mas também servem como prova do crime.

Em meio a esse universo de possibilidades, é cada vez mais raro encontrar alguém com a ficha limpa, como se o passo seguinte fosse a extinção dessa espécie. E se existe procura, mas não há oferta, naturalmente a fidelidade virou qualidade sublime e os “fieis” sofreram super valorização no mercado do amor monogâmico. Quem tem essa característica é disputado a peso de ouro, como a última coca-cola do deserto.

Já quanto à raridade, a fidelidade equivale à virgindade no dias de hoje. No entanto, se outrora a virgindade já foi decisiva para a realização ou não de um casamento, a infidelidade nem sempre determina o seu fim. A maioria dos casamentos não termina depois da traição. A conclusão é da antropóloga Mirian Goldenberg, no livro Infiel.

12
mai 2012

Não basta ser mãe, tem que falar sobre sexo

 
publicado em: vídeo
por: Julieta Jacob
 

Crianças são curiosas, isso é fato. São capazes de perguntar o que nos parece totalmente óbvio ou mesmo inexplicável.

- Mãe, por que a água é molhada? E por que o céu é azul e não marrom?

Nessas horas, nada mais frustrante do que receber um “porque sim, ué”, como resposta. Isso não é uma explicação, mas sim uma forma de dizer “que pergunta besta, hein?”. E, acredite, as crianças percebem.

Pois bem, chegará o dia em que seu filho ou filha vai perguntar sobre sexo. Isso também é fato. Mesmo que seja de forma indireta:

-“Mãe, como foi que eu nasci? “

Quando isso acontecer, vale lembrar do conselho do sábio Chapolin Colorado: “Palma, palma! Não priemos cânico!”

Você não precisa ser uma especialista em sexo para responder, tampouco correr desesperada em busca de ajuda no Google e muito menos se esquivar da resposta com um “você é muito pequeno para entender”. Tem mãe que apela para a velha e fantasiosa cegonha, e outras que acham que é a escola que deve ensinar esse tipo de coisa, já que não se fala de sexo dentro de casa. No meu entender, as duas posturas são equivocadas. Mas, é claro, dependendo da idade da criança, existe a maneira mais adequada de explicar esse tipo de assunto. Só não precisa mentir ou inventar histórias mirabolantes, porque esse tipo de postura só ajuda a tornar o sexo ainda mais tabu, como se fosse um “assunto proibido”.

Um bom exemplo pode ser visto neste vídeo, em que a filha pergunta o que significa “virgem” e a mãe, que descarta o conselho do Chapolin, praticamente tem um surto nervoso. O vídeo ilustra, de forma bem divertida e inteligente, que muitas vezes somos nós, os adultos, que complicamos as coisas. Keep it simple.

Caso queira ver a versão original, sem legendas, aqui está:

Em tempo: apesar do título do post citar apenas a “mãe”, é bom deixar claro que falar sobre sexo é também papel do pai. A escolha da mãe no título foi por causa da proximidade do Dia das Mães.

11
mai 2012

Aula de sexo

 
publicado em: educação
por: Julieta Jacob
 

Ah, se fosse assim tão simples! Imagino a quantidade de perguntas que uma criança faria diante dessa explicação… ainda assim, achei divertida e, digamos, didática esta imagem divulgada na internet. Mesmo se tratando de uma brincadeira (valeu o esforço e a criatividade!), tenho algumas observações a fazer:

1- Travesti também vale para mulheres que se vestem de homem.

2- Sexo sem proteção também pode ser feito entre pessoas do mesmo sexo.

3- Como nem todo mundo conhece o termo, vale esclarecer: chama-se de gang bang quando alguém faz sexo com várias pessoas diferentes, geralmente em um curto espaço de tempo. Muito comum em cenas de filmes pornôs.

4- Ménage à trois é sexo entre três pessoas, não importa a combinação. Pode ser, inclusive, três homens ou três mulheres. Dizer que o ménage “bom” tem duas mulheres e o “ruim” dois homens, nada mais é do que a opinião pessoal do autor. Cada um tem a sua preferência.

5- Mulheres também podem ser pedófilas.

6- Não custa lembrar: pílula do dia seguinte NÃO é método contraceptivo.

9
mai 2012

Só um beijinho?

 
publicado em: saúde, vídeo
por: Julieta Jacob
 

Acabo de ver este vídeo abaixo no facebook e não resisti em compartilhá-lo. Ele tem tudo a ver com o tema do post anterior e serve para a gente perceber a nossa incrível e variável capacidade de interpretação. Dependendo de como vemos e interpretamos o que nos é apresentado, podemos atribuir novo(s) significado(s) à mensagem. E a nossa interpretação, normalmente, é formada a partir da nossa “bagagem” de vida, do conjunto de valores e experiências que acumulamos ao longo do tempo.

No youtube, a cena mostrada no vídeo é descrita da seguinte forma: “As imagens mostram um menino, de aproximadamente 3 anos de idade, tentando roubar um beijo de uma garotinha. A pequena fica irritada com o gesto do possível futuro ‘namorado’ e tenta empurrá-lo no chão. O menininho não desiste tão fácil e faz inúmeras tentativas para beijar o rosto da amiga”.

Está claro que o referencial aqui é o do mundo adulto. Se, no lugar de crianças, houvesse ali um homem e uma mulher, certamente a tendência seria pensarmos, de forma bem superficial, que se trata mesmo de uma paquera mal sucedida, conclusão compreensível a partir de uma lógica sexual previamente consolidada, digamos assim. Tomando como base essa interpretação, muitos internautas levaram a cena às últimas consequências: tem quem garanta que ela incentiva o machismo ou a homofobia, quem diga que a atitude da menina faz com que os homens cresçam cafajestes, e ainda quem enxergue ali um assédio infantil ou erotização precoce. Não faltam palpites. Mas quem será que tem razão?

Não esqueçamos ainda aqueles que afirmam se tratar apenas de duas crianças. Duas inocentes crianças. Que não fazem ideia do que significa, no mundo dos adultos, “paquerar”, “namorar”, nem muito menos “dar um fora no pretendente” ou “levar um fora da gatinha”. Crianças que, por serem ainda muito miúdas, são puro instinto. Agem sem levar em consideração as convenções sociais que fiscalizam e tolhem o comportamento humano em prol de uma convivência saudável em sociedade.

É difícil, portanto, saber de fato o que se passou. A diversão é opinar, simplesmente. Cada um que crie a sua própria versão. Afinal, entre a cabeça de duas crianças “há mais mistérios do que a nossa vã filosofia”.

9
mai 2012

Publicidade de duplo sentido

 
publicado em: comportamento
por: Julieta Jacob
 

Qual a sua reação ao observar as imagens abaixo? O exercício serve para a gente testar até que ponto a publicidade nos induz a ver o que “parece, mas não é” e até que ponto são os nossos olhos e a nossa mente (poluída) que se encarregam disso por conta própria (a “maldade” está na cabeça de quem pensa)? As imagens foram retiradas do site The Society Page. Clique aqui para ver mais. Ou ao menos tentar.

8
mai 2012

Unesp cria mestrado em Educação Sexual

 
publicado em: educação
por: Julieta Jacob
 

Ontem o Estadão noticiou que a Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Araraquara, acaba de criar o primeiro mestrado em Educação Sexual do país. O fato de ser o primeiro me chamou a atenção. Como ninguém havia pensado nisso antes? E, se pensou, o que faltou para colocar a ideia em prática? “Apesar das tentativas do governo de levar a discussão sobre homofobia e da discriminação de gênero para as escolas, a sexualidade ainda é um assunto envolto em tabu e a sociedade rejeita a discussão”, disse o coordenador do programa, Paulo Rennes Marçal Ribeiro, ao Estadão. Rejeição essa, aliás, que acarreta um alto custo social.

Acredito que, na ausência de um programa específico sobre educação sexual, a temática vem sendo pesquisada nos departamentos de Pedagogia ou até mesmo Psicologia das universidades brasileiras. Mas acredito que a iniciativa da Unesp não só ajude a dar mais visibilidade ao tema, como também possibilite diferentes abordagens. Até porque vale ressaltar que este mestrado é “profissional” e não “acadêmico”, com duração de dois anos e mais focado na vivência prática do que na pesquisa científica. Também é interessante a ideia de o país formar mestres em educação sexual (não pelo título em si, mas pela aquisição de conhecimento e pela profissionalização da área). Ao que parece, o interesse por essa área está crescendo, e isso é empolgante. Trabalho a fazer, não falta.

Serão 20 vagas e duas linhas de pesquisa: Sexualidade e Educação Sexual: Interfaces com a História, a Cultura e a Sociedade; e Desenvolvimento, Sexualidade e Diversidade na Formação de Professores. O processo seletivo está previsto para setembro e outubro deste ano. Aguardemos mais detalhes a seguir.

Leia a reporragem completa aqui.

6
mai 2012

foto: divulgação

Os nossos paraísos artificiais

 
publicado em: cinema e TV
por: Julieta Jacob
 

Sábado, 19h20. Cinema lotado. Na fila para comprar o ingresso, a maioria das pessoas perto de mim comentavam que iriam assistir a Os Vingadores ou American Pie -- o reencontro. Mas, como essas sessões eram as mais cobiçadas do horário, ainda na fila os ingressos esgotaram. “O jeito é assistir a Paraísos Artificiais”, comentaram com algum desapontamento. Arriscaria dizer que essas pessoas não se arrependeram da escolha, feita diante da mera falta de opção. A sessão do filme brasileiro também teve lotação esgotada. Mas, antes disso, consegui comprar meu ingresso -- ufa.

Sem maiores delongas, diria que o mais marcante no filme de Marcos Prado é o fato de ser uma obra extremamente sensorial, característica revelada sobretudo nas cenas de sexo, filmadas com capricho, beleza e excitação. Beijos de língua e transas “de verdade”, ajudam a nos lembrar que não se trata de mera transposição da estética das telenovelas para a tela grande -- prática recorrente em muitos filmes brasileiros. Aliás, é durante uma transa -- um ménage à trois mais especificamente -- que o destino da protagonista Érica (Nathalia Dill) muda drasticamente: ela perde a namorada e engravida de um desconhecido.

É tamanho o apelo aos sentidos (tato, em primeiro lugar, e audição em segundo), que sou levada ao exagero de crer que o filme dispensaria diálogos e que o roteiro se faria compreender pelas imagens e pelas frases que aparecem por vezes para situar o telespectador (“4 anos antes, no Nordeste do Brasil”). Muita informação está nas entrelinhas, e esse é um dos grandes trunfos do filme. Destaque para a fotografia de Lula Carvalho, premiada no CinePE deste ano. Merecidamente.

Gostei da trilha sonora de maneira geral, mas achei as sequências da rave um tanto cansativas, com overdose de música eletrônica. A minha crítica é mais à montagem e menos ao estilo musical em si, adequado a uma protagonista que é dj.

Por fim, para refletir sobre os nossos “paraísos artificiais”, aqueles que perseguimos e nos parecem tão palpáveis na adolescência (quando damos vazão aos desejos mais irresponsáveis por nos julgarmos, por vezes, imortais), cito João Silvério Trevisan:

“Para encontrar o paraíso, é preciso de certo modo perdê-lo -- no sentido de que abrir mão da ilusão do Paraíso constitui também a melhor maneira de encontrar o único paraíso possível: aquele conglomerado de possibilidades e paradoxos que compõem o Eu interior de cada um de nós.”

Veja o trailer do filme. Depois, vá ao cinema por opção, e não pela falta dela.

4
mai 2012

foto: divulgação

A viagem solitária de João W. Nery

 
publicado em: LGBT
por: Julieta Jacob
 

Aos 62 anos, João W. Nery é considerado o primeiro transexual masculino operado no Brasil. A mudança ocorreu em 1977. E qui já cabe uma ressalva. Ele diz que prefere substituir os termos transexual ou transgênero por transhomem (no caso de uma mulher que assume a identidade masculina, como é o caso dele) ou, se for o inverso, transmulher, pois considera que, dessa forma, a referência é mais específica.

Esta semana João esteve no programa de Jô Soares (veja o vídeo abaixo) para falar do seu recém-lançado livro, Viagem Solitária, autobiografia em que narra a sua saga até assumir completamente a identidade de homem. Ele conta que desde a infância percebeu que o seu sexo biológico estava em desacordo com o gênero com o qual se identifica. Passou por cirurgias (para a retirada das mamas, ovários e útero), mas deixou claro que não optou pela neofaloplastia (construção de um pênis) e, sobre isso, desabafa: “Não é uma vagina que faz uma mulher nem um peru que faz um homem”.

Depois de enfrentar toda a sorte de constrangimentos, além de ter perdido o diploma de psicólogo durante um período e de ser considerado “incapaz”,  hoje João é homem, marido e pai. E, antes de tudo, um forte.

Em 2009 a revista Trip publicou uma reportagem bem interessante sobre a história de João.

 

 

 

 

30
abr 2012

Foto: Enzo Giaquinto

O glamour nu e cru das Garotas da Moda

 
publicado em: cinema e TV, entrevista
por: Julieta Jacob
 

A história se passa em Goiana, cidade da Zona da Mata pernambucana conhecida pelas plantações de cana-de-açúcar e por guardar a tradição do caboclinho, dança folclórica geralmente apresentada durante o carnaval. É nesse cenário que cinco rapazes se desconectam daquela pequena cidade e plugam suas cabeças nas parabólicas espalhadas por Goiana. Antenas que fabricam sonhos. Delas, recebem a influência da cultura pop ao redor do mundo. Clipes da MTV trazem até eles musas como Beyoncé e o seu mundo de glamour. Para dar vazão ao desejo de fazer parte desse mundo, os cinco rapazes criaram o grupo de dança “Fashion Girls”, que nas mãos de Tuca Siqueira virou o documentário “Garotas da Moda”, o primeiro filme em 35mm da cineasta.

Na tentativa de fugir do estereótipo da figura do gay “sempre feliz” e debochado, o curta-metragem faz uma abordagem crua ao retratar seus personagens, que rompem as barreiras entre o masculino e o feminino. O público é convidado a deixar os julgamentos de lado e observar as Garotas da Moda enquanto seres humanos, com dramas e desejos comuns a qualquer pessoa. Tuca Siqueira fala mais sobre isso na entrevista que concedeu ao erosdita, confira o vídeo abaixo:

“Garotas da Moda” estreia hoje no CinePE, às 20h.

Ficha técnica:
Roteiro e direção: Tuca Siqueira -- Produção executiva: Stella Zimerman -- Dir. de fotografia: Marco Antônio Duarte -- Assist. de direção: Tatiana Ferraz -- Som direto: Ariel Maia -- Mixagem de som: Guma Farias -- Assist. de câmera: Felipe Lima -- Montagem: Caio Zatti.

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